As duas caras da política externa americana Obama pode ser gente boa, mas...
Enquanto afunda no Afganistão, já que os conselhos divergem sobre um aumento de tropas ou uma estratégica retirada, a exitosa política externa de seu governo, Miss Hillary à frente, já abdicou conformada da pretensão de fazer Israel congelar a anexação da Cisjordânia, abandonando ao “alah dará” seu parceiro, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a quem havia prometido uma pátria, levando-o a jogar a toalha e, muito bem, conseguiu em Honduras, um acordo que foi saudado pela mídia como sendo o seu maior feito.
Ocorre que o artífice do acordo de Tegucigalpa, enviado especialmente por Obama para resolver o impasse que parecia sem solução, Thomas Shannon, atuou no caso sob vigilância atenta do senador republicano DeMint, que tem poder de veto sobre sua nomeação para embaixada brasileira e, enquanto prometia a restituição do presidente Zelaya como condição do acordo, dava garantias ao senador republicano de que os Estados Unidos reconhecerão o resultado das eleições hondurenhas, patrocinadas pelo governo golpista, com ou sem Manuel Zelaya na presidência, compromisso esse que derrubaria o veto de DeMint a Shannon.
Mr. Shannon, nosso futuro hóspede (se cumprir seu compromisso com o senador), ao que parece tem as duas mesmas caras que Chaves afirmou que Obama tem, as mesmas duas caras que tem o acordo dos EUA com a Colômbia, que segundo a diplomacia americana representa apenas um pequeno aumento de efetivos para atuar internamente naquele país contra a guerrilha e narcotráfico, não representando nenhuma ameaça a outros países, mas que segundo relatório divulgado pelo Pentágono é uma feliz oportunidade para os EUA se colocarem na América do Sul, tendo em vista governos que lhes são hostis, como o de Chaves.
Escrito por S. Papi às 02h31
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