Jornal do Papi


Mercado aquecido

 

Empresas públicas e privadas andam atrás de Sergio Papi

 

Os telefones não param de tocar aqui na redação

 

E essa agora! As coisas prometem esquentar nos meios financeiros. Além das tradicionais casas bancárias, que de há muito andam no encalço do nosso querido editor, também impertinentes administradoras de cartão de crédito se deram ao acinte de acossar nosso austero diretor financeiro com tentadores oferecimentos de crédito, que logo serão substituídos por indesejáveis cobranças.

 

Da mesma forma, outras tantas operadoras de telefonia abarrotam a caixa de correspondência, aqui da redação, com as mais variadas contas de todas as cores e valores dos mais estrondosos.

 

Com a serenidade dos que gastam além da conta, nosso o homem de enormes atributos (êpa!) gerenciais, tem ignorado solenemente essas demonstrações de pouco apreço pelo sossego alheio e tem se dedicado somente em arranjar uma forma de se ver livre desses incômodos.

 

O adorável malandro já esboça em planilhas convincentes, as mais realistas propostas de pagamento, a longuíssimo prazo, dos valores devidos a todos os amáveis e avaros credores.

 

Convém no entanto, desautorizar versões infundadas, espalhadas à boca pequena por insatisfeitos e poderosos conglomerados, de que as saudáveis contas desse meu pequeno órgão (êpa!) tenham murchado por excesso de falta de fundos a cada fim de mês, aquilo que os ingleses costumam chamar de “liquidez”. Como se os daqui da casa se dessem ao vício da bebida.

 

O estouro de nossas contas públicas pode ser explicado, mais por fatores exógenos ou mesmo zodiacais, do que por má-gestão do bagulho. O preocupado gerente acredita que até mesmo mandinga possa ter sido utilizada como instrumento torpe, por mãos com olhos gordos, amofinadas por nosso luzidio sucesso editorial.

 

Solerte, nosso homem de gastos bem que anda mesmo precisado de águas santas, rezas e ungüentos que lhe permitam agüentar incólume os movimentos das placas tectônicas que compõem seus extratos bancários, abalos, esses que devem ser fruto indubitável de mau olhado ou reza braba.

 

Agora, espera-se despacho, quer dizer, desfecho razoável para o imbróglio financeiro, que como uma pequena tsunami, devastou a reputação impoluta do nosso homem de artes e artimanhas e arrombou as portas indevassáveis dos cofres de aço, aqui da redação.

 

Que os cães insaciáveis, famintos de juros, aceitem a generosa oferta de renegociação formulada por uma respeitável equipe de assessores financeiros, recrutada às pressas e a peso de ouro, para dar um jeitinho na situação.

 

E, se não for a bom termo esses entendimentos, que se convoquem as bruxas para desatar os nós dos caminhos. Por último, chamaremos nossos advogados.



Escrito por S. Papi às 16h06
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