Jornal do Papi


Ninguém sabe porque!

 

Dias bons não acontecem todo dia

 

Ainda bem que os ruins também não

 

É cada uma! O nosso querido editor, o sagaz rapaz que escreve estas que ninguém lê e que anda trabalhando pra caralho (é preciso que se diga), se embatuta com aquilo que os ingleses costumam chamar de “certos lances”.

 

Vejam vocês que outro dia, tarde da noite aqui na redação, indagava-se o nosso acurado descortinador dos mistérios, a respeito do fato de os dias não serem sempre iguais, tranqüilos e felizes, mesmo tendo que se trabalhar pra caralho (é preciso que se diga).

 

Sim, porque há dias terríveis, quando acontecem coisas que até Tupã duvida. Coisas que fazem o nosso tíbio filósofo acreditar convictamente no velho preceito tupinambá de que a cama (o velho catre!) é um lugar de onde não deveríamos ter saído para irmos trabalhar pra caralho (é preciso que se diga).

 

Também é verdade, reconhece o provocativo príncipe das palavras vãs, que há dias primorosos em que até mesmo o fato de termos que trabalhar pra caralho (é preciso que se diga), é um prazer. Prazer babaca é verdade, mas um prazer.

 

Porque diabos isto acontece, é algo impressionante e que ninguém explica. Por falta de respostas é que nosso incansável analista fica a se argüir se não era melhor só irmos trabalhar pra caralho (é preciso que se diga) nos dias bons, reservando os ruins para se dormir até mais tarde.

 

É preciso que se diga (agora, sem parênteses) que nosso aturdido pensador está trabalhando pra caralho desde que foi sumariamente expelido da sinecura, que mui malandramente usufruía e já não goza (êpa!) de regalias como a de poder tomar café a qualquer hora.

 

Mesmo assim, arguto e visionário, nosso chato de galocha pensa coisas que ninguém se dá ao trabalho do caralho (é preciso que se diga) de ficar imaginando. O chato (de galocha?) é que não encontra eco para essas questões tão candentes no grande público da internet, mais interessado em sexo. Isso, aliás, explica o baixo índice de audiência deste meu pequeno órgão (êpa!).

 

Enquanto não descobre a fórmula de viver sem ter que trabalhar pra caralho (é preciso que se diga) e não resolve o teorema dos humores diferenciados dos dias que passam, vai levando, o nosso impotente (êpa!) e imponente editor destas, seu dia-a-dia, com a diáfana face que Tupã lhe emprestou, as vezes tristonha, mas na maior parte das vezes, babacamente alegre.



Escrito por S. Papi às 16h50
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