Jornal do Papi


Bem de vida pra caramba

 

Sergio Papi está gastando muito

 

Raposas velhas têm mãos de onça e não de vaca. Algumas cobras venenosas estão espalhando por aí que o nosso querido editor anda entrando nas comidas.

Ora, somente porque nosso afável lobo guará (em pele de mau cordeiro) está comendo do bom e do melhor e ostentando aquilo que os ingleses chamam de “desprendimento monetário”?

 

Isso não é motivo para esse povinho mordaz, que nem abutres nas carniças, ficar imaginando que o nosso incontestavelmente probo (não era lobo?), seguindo a lei da selva e agindo como um urso, deu algum golpe na praça. Afinal, não é coisa de iates ou apartamentos. O que o simpático babaca anda esbanjando é alívio, pois está pagando em moeda sonante (plim!) a todo mundo a quem devia.

 

Verdade! O cara, agora desfila assobiando, folgado mesmo, comprando chocolatinhos e pagando os cafés pra rapaziada. Sorriso de hiena que deve pouco, diverso do jaburu arredio que evitava os credores, essa cachorrada implacável, tempos atrás.

 

Pois é, mudaram os tempos e o nosso altivo baixinho está podendo andar pelo bairro onde mora, de cabeça erguida qual girafa, cumprimentando o açougueiro e o dono da mercearia, na boa, sem constrangimentos.

 

Sinceridade. Tem dente de coelho nesta história. De onde apareceu essa bufunfa? Quem tem olho de águia já sacou que o café da manhã do nosso estimado editor tem provolone e que o cara nem confere mais o saldo bancário, indício claro que está livre de borrachudos e papagaios.

 

Deixa estar, jacaré! Continuar dessa maneira, logo cai do cavalo o patético andarilho. Todos sabem que não há mal que sempre dure, nem dinheiro que não acabe. E pensar, que se tem que trabalhar como um camelo pra ganhá-lo...  O gato escaldado deveria ficar mais esperto, pois já tomou muito banho de água fria.

 

Nota da redação: A reportagem apurou que o dinheiro que o nosso querido editor está gastando trata-se tão somente de seu FGTS, recebido por ocasião de sua exoneração da vida pública, de onde saiu direto para a privada. Portanto, é dinheiro honesto, ao qual todo o trabalhador tem direito, garantido pela lei maior aqui da Pindorama.

 

Erramos: Em nossa última reportagem (Sob o lábaro estrelado), por infantis erros de digitação, foram acrescentadas algumas graves ofensas à figura de nosso fraterno senhorio, a quem nos desculpamos e informamos a imediata desocupação de um certo cômodo, dentro de inadiáveis 15 dias. 

 

Mais uma errata: Matérias mais frescas (êpa!) desse meu pequeno órgão (êpa!) podem vir a brindar leitores mais distraídos com a ilusória sensação de estarem diante de sonoros (pum!) erros de ortografia. Com o passar dos dias no entanto, essa desagradável sensação tende a desaparecer, uma vez que corrigiremos prontamente qualquer escorregadela durante o decorrer do período.

 



Escrito por S. Papi às 18h14
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