Homem Bomba
Sergio Papi em estado de guerra

Sergio Papi: "que me exploda!"
Os tempos são de guerra, gente! Vizinhos cordiais andam se estranhando. Pra não ficar de fora dessa onda, até mesmo nosso querido editor, um conhecido pacifista, está travando intenso conflito, só que consigo mesmo.
A índole gentil do nosso irrequieto rapaz, herança quiçá de seus antepassados aborígenes, não permitiria uma guerra fora de seu campo de ação (o próprio corpo) e por falta de inimigos externos, o amado jovem anda combatendo a ele próprio.
A vantagem, segundo declarou o atribulado Átila de si mesmo, é que ninguém, além do cara, sai ferido ou morto.
Aliás, a morte passa a ser a única possibilidade de paz para aquele espírito indomável, que dessa forma, coloca-se absolutamente contra a paz.
Em sua particularíssima Faixa de Gaza, nosso adorável guerreiro vai destruindo o que resta de si mesmo (pouca coisa!) pra ver se consegue se refazer mais adiante.
A guerra intrapessoal, civil, já que ninguém é mais seu irmão do que você mesmo promete se prolongar por muitos anos (êpa!) até que feneçam as obscuras razões que levaram nosso eminente homem de letras e artes a se enfrentar tão destemidamente, embora com grande inutilidade.
Empunhando paus (êpa!) e pedras, o oftálmico artilheiro, mira em seus mais indestrutíveis palácios, numa Bagdá imaginária e quando acorda pela manhã, já não se reconhece, tamanho o estrago feito em seu íntimo a cada sangrenta batalha.
Na verdade, há quem diga que o real motivo para tais explosões de humor é um problema intestinal que acompanha o nosso evasivo escriba há algum tempo e que o faz dispender eflúvios gasosos ainda não vistoriados pela comissão de armas proibidas da ONU.
Autodestrutivo por natureza e direito, já que se fez sozinho e não deve nada a ninguém, nosso delirante iconoclasta cultiva um mórbido prazer em ver queimar a própria carne, uma vez que pressente levar sorte na derrota. Afinal, nesse embate, literalmente intestinal (pum!), perderia para si mesmo, o que constituiria formidável privilégio no mundo de hoje.
Dizem que guerras são importantes demais para ficar nas mãos dos generais. Por isso, nosso alucinado estrategista já tratou de contratar dois ou três assessores que vão cuidar de sua campanha, para que se poupe o irresistível malandro, de tarefas mais árduas.
Ah, o cheiro da pólvora!
Esse meu pequeno órgão (êpa!) é de informações pessoais. Insere-se na tradição de imprensa parda e amarelada do nosso país. É de responsabilidade única e exclusiva do autor, salvo quando este está viajando. Mentiroso, presunçoso e auto referente, dispensa colaborações.
E não perca na semana que vem, Sergio Papi adere ao movimento dos Sem-Teto!
Escrito por S. Papi às 16h45
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