Jornal do Papi
 



Escrito por S. Papi às 15h04
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Escrito por S. Papi às 15h03
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Escrito por S. Papi às 15h02
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Escrito por S. Papi às 14h59
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Ah esse meu blog, meu pequeno órgão (êpa!), cheio de rompantes, completamente inserido na tradição parda de imprensa brasileira, talvez um pouco amarelada pelo tempo, onde choro minhas pitangas e desfio meus rosários, nessa São Paulo, mãe de concreto que a todos abriga, sem distinção de raça, sexo, cor ou tamanho do órgão (êpa!), onde pássaros sem ninho e peixes fora d’água trafegam por vias tortas, mas bem sinalizadas, nesse março ameno, quando o verão enfim se foi sem deixar marcas, a não ser a dos dentes afiados dos credores nas carnes frágeis do meu bolso ralo, onde rolo e deixo rolar muita conversa fora e pouca ação que se preste a remunerações efetivas ou mesmos ganhos por serviços prestados, já que aqui, nesse meu pequeno muro de lamentações particulares, agora públicas, abundam (êpa!) sortilégios e presságios sobre caminhos e sendas, trilhados por um Editor de feitos e ditos, que embora ainda Querido pelas hostes dos verdadeiramente livres (financeiramente falando, é claro), há muito deixou de se alimentar das ilusões fugazes de seu tempo, se colocando de maneira provisória em adiantado estado de desnutrição metafísica, recebendo alegremente, em ritos, espíritos vários, seletos de sua galeria de ídolos, verdadeiramente venerados pelos daqui da casa, quando tarde da noite aqui na redação, feita de alvenaria precária.



Escrito por S. Papi às 21h55
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Sonho estranho

Sonhei que estava deitado sobre uma mesa de pedra em alguma ruína de algum país longínquo. Um feiticeiro, eu acho, com uma gema brilhante de pedra turquesa colada na testa, falava coisas que eu não compreendia. Não conseguia me mexer, parecia que estava sob efeito de ervas, já que fumaças se desprendiam de queimadores e nas paredes, archotes ardiam, iluminando a sala onde nos encontrávamos. De repente, o feiticeiro começou a perfurar minha cabeça com um instrumento circular, criado de propósito para esse efeito, que possuía uma ponta com várias lâminas e que ao provocar-se a rotação no extremo oposto, começava a furar meu crânio. Quando terminou, minutos depois, pude sentir muitos pensamentos saindo da minha testa pelo buraco aberto pelo sacerdote que, a essa altura, invocava algumas entidades. Sentindo-me livre de espíritos ruins, comecei então a levitar, solto das amarras que me prendiam... Desnecessário dizer que acordei bem, bastante disposto para mais um dia de tarefas e trabalhos, apenas sentindo uma leve dor de cabeça!



Escrito por S. Papi às 16h56
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Aconteceu quando eu trabalhava em uma Secretaria Municipal. O chefe do departamento onde eu estava alocado, um jornalista gordo e corrupto, tinha prazer especial em me esculhambar, talvez por sadismo doentio, talvez por necessidade de afirmar seu poder.

Além de me ocupar com trabalhos absolutamente insanos e que não serviam pra nada, me forçava a denunciar colegas que não trabalhavam. O que era também desnecessário, pois era óbvio pra quem quisesse ver que ali, além de mim, ninguém trabalhava. Principalmente a estagiária loirinha, a quem o gordo tratava muito bem...

Assassinar uma pessoa era uma idéia que nunca havia me passado pela cabeça. Mas, depois de algum tempo de humilhações e achincalhes, decidi matar o cara. Porém, precisaria fazê-lo de forma cruel, para que a vingança fosse satisfatória e que não despertasse suspeita. Lembrei então que, escondido em algum armário, havia guardado um conjunto de zarabatana e setas envenenadas com curare, o veneno das selvas, produzidas por índios bororós, que meu pai trouxe certa vez do Mato Grosso.

Não sei como tive coragem, naquela tarde, de atrair meu chefe a uma sala vazia, com o pretexto de mostrar o trabalho insano e interminável que ele me dera como tarefa, e medindo a distância segura, desferir golpe certeiro naquele pescoço largo. Internado e diagnosticado como doente dos pulmões, meu chefe morreu em poucos dias, sem deixar saudades. Meses depois, impune e sem ter conseguido terminar o catálogo de itinerários das 1.365 linhas de ônibus da cidade, pedi demissão, coisa rara no serviço público.



Escrito por S. Papi às 11h08
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Deus é o edifício mais alto da cidade!



Escrito por S. Papi às 00h48
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Escrito por S. Papi às 18h47
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O Lobisomem é errante


Meio humano, escrevo o meu segredo nas madrugadas, quando as folhas ardentes, crepitantes, se lançam como loucas ao vento. Carrego, errante, pelas noites minha alma partida, minha esquizofrenia zoomórfica, teratológica, minha estranheza de lobo, laboratório de mim mesmo, minha singular propriedade. Seguindo pelos caminhos noturnos, lunares, quando se ouve o ardor dos muros e as frestas das encostas derramam lamentos que eriçam meus pêlos, corro e uivo, corpo quente cortando o gélido sereno. Sou um semideus ou procedo de uma terra perdida, sou um mito que ouve com orelhas desumanas, o tilintar preciso das pedras do tempo, que constrói uma lenda há muito tempo. Em ciclos, me reinvento, invenção incontrolável, e se é uma doença a licantropia, então eu busco a cura a qualquer preço, lambendo minhas feridas, nas noites nem dormidas, a vagar sob os raios frios do astro de prata, meu espelho. E só balas dessa prata no meu peito, varando meu couro duro, para findar o conflito que me avassala, o medo humano dos passeios, a morfose, quando o lobo escapa, insaciável, sob a lua cheia. A doença será essa cólera que me toma ou a coleira que me amarra, a jaula da condição humana? Fugitivo, fujo de ser prisioneiro, de ser passageiro, indefinido. Escrevo com o sangue das minhas vítimas o meu segredo, descendo as escadas dos edifícios, disfarçado, pisando as calçadas das avenidas. Flamejantes, meus olhos nos olhos das passantes, meus dentes caninos na pele das transeuntes. Possuído, repleto de pêlos e de cobiça, minhas unhas grandes na seda humana, deixando os tecidos das pétalas em carne viva.

>>Vejam o album do Lobisomem

O Lobisomem é livre
 
Além dos chamados lancinantes da minha natureza, também a inteligência me oferece idílios. Nem os raios da lua cheia, que amo acima de qualquer outro espetáculo, me provocam tantos tumultos na alma, quanto as folhas crepitantes, que o vento, em remoinhos, faz dançar na calçadas. Com uma alegria confiante, atravesso, em minha louca correria, esses vórtices ardentes que emergem das pedras do calçamento para saudar, com empenho arrebatador, os postes de luz que enfeitam as avenidas desertas. Então presto tributos, com pêlos e salivas que despendo, enquanto corro e uivo pelas ruas, às noites doces, em que a lua faz tão iluminada a cidade e que inundam meu coração de lobo errante. Delírio febril que os homens não sentem, pois já não percebem os reflexos do cosmo nas folhas que se entregam, como eu, aos impulsos e vertigens.



Escrito por S. Papi às 18h39
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Escrito por S. Papi às 10h06
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Escrito por S. Papi às 10h05
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Escrito por S. Papi às 10h03
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Inadaptado
Nascido em cativeiro, rejeitado pela mãe e desprezado por outras ursas polares, com quem seus tratadores promoveram encontros, o urso Knut , morador do zoológico de Berlim, tinha problemas de saúde e veio a falecer. O fato entristeceu milhares de fãs em todo mundo, principalmente crianças, comovidas por sua inadaptação ao “nosso mundo humano”, onde a vida selvagem só caberá em zoológicos. A idéia agora é empalhá-lo para exposição, como a cabeça de Lampião. Os fãs protestam.



Escrito por S. Papi às 15h39
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A última do português
Deu no Financial Times de Londres, que o Brasil deveria anexar Portugal, transformando-o em província ultramarina, para salvar sua ex-metrópole da terrível crise econômica que assola os nossos irmãos lusos, deixados na mão por seus parceiros “euros”. Hahahahahaha... Essa foi a melhor, desde que o mundo ficou de cabeça pra baixo!



Escrito por S. Papi às 15h36
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