Subversões Embora de temperamento manso, sempre fui pela revolta, pela rebelião. Já criança, de cabanos a farrapos, os que se voltaram contra o Império tiveram de cara minha simpatia. Enorme fascínio eu sentia também pelos messiânicos como Antonio Conselheiro ou cangaceiros como o Corisco e o mesmo pelos imolados como Tiradentes ou Frei Caneca. Pancho Villa, Garibaldi ou Trotsky, Guevara então, todos esses caras, eu admiro. 
Desnecessário dizer que, além de torcer pelos índios nos filmes antigos de cowboy, eu botava maior fé no marxismo e na revolução russa. Sempre imbuído da idéia de subverter a ordem, qualquer ordem, toda ordem, até a revolução dos aiatolás no Irã, além do IRA e do ETA, eu apoiei. Porém, é difícil hoje em dia o sujeito achar causa ou maneira de se por contra a ordem vigente. Devido ao atual estado de coisas, não há mais contra o que se rebelar. Como não tenho coragem suficiente para me tornar um grande criminoso, já que o crime é a única causa contra a lei que ainda não faliu, meu único ato subversivo, o único com o qual posso atentar contra a lei, tem sido fumar cigarros. Tenho fumado em prédios públicos, escondido nos banheiros. Não é assim, uma coisa que pretenda mudar o mundo, mas...
Escrito por S. Papi às 00h35
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CARTA DO EDITOR AO JORNALISTA CLÓVIS ROSSI, DA FOLHA DE SÃO PAULO, ONDE MUI ELEGANTEMENTE, NOSSO QUERIDO HOMEM DE LETRAS APONTA O ERRO ESSENCIAL DE FUNDAMENTO DO ARTICULISTA NO PUBLICADO DO DIA 21 DESTE MÊS DE NOVEMBRO DESSE ANO GRACIOSO DE 2009, "PAROLE, PAROLE, PAROLE" Caro jornalista, A frase de seu artigo de hoje, "foi preciso que os EUA entrassem em ação para quebrar o impasse, que no entanto se reinstalou..." denota uma certa "imprecisão" de sua parte. Ora, se o impasse se reinstalou (na verdade, em momento algum houve a quebra do impasse) não seria "preciso" que os EUA entrassem ação, percebe? De que adiantou a "ação" do enviado especial de Obama a Honduras, Thomas Shannon, se o impasse não foi quebrado? Shannon, artífice do acordo de Tegucigalpa, como noticiado nesse portal, dependia sua indicação como embaixador no Brasil de um senador republicano DeMint, que tinha poder de veto sobre sua nomeação e, enquanto prometia a restituição do presidente Zelaya como condição do acordo, dava garantias ao senador republicano de que os Estados Unidos reconhecerão o resultado das eleições hondurenhas, patrocinadas pelo governo golpista, com ou sem Zelaya na presidência, compromisso esse que derrubaria o veto de DeMint a Shannon. É essa "ação" que o senhor considera mais eficaz que a "paralogem" de Lula e Cristina? Que outra atitude teriam que tomar os presidentes de Brasil e Argentina senão, a "reiterada" condenação aos golpistas? Se a diplomacia não pode ser apenas retórica, então será com que instrumentos? Armas? Mr. Shannon, nosso futuro hóspede (compromisso cumprido com o senador De Mint) ao que parece, tem as duas mesmas caras que o "paroleiro" Chaves afirmou que Obama tem. As mesmas duas caras que tem o acordo dos EUA com a Colômbia, que segundo a diplomacia americana representa apenas um pequeno aumento de efetivos para atuar internamente naquele país, contra a guerrilha e narcotráfico (luta essa jamais ganha, como a maioria das guerras americanas), não representando nenhuma ameaça a outros países, mas que segundo relatório divulgado pelo Pentágono é uma feliz oportunidade para os EUA se colocarem na América do Sul, tendo em vista governos que lhes são hostis, como o de Chaves. A parábola que fica é que, no caso de seu artigo, sua retórica também ficou sem eficácia. >>>>>O Artigo de Rossi
Escrito por S. Papi às 12h26
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Aristocraia baiana Depois da entrevista de Caetano Veloso ao Estadão, onde no melhor estilo aristocrático baiano chamou o presidente Lula de analfabeto, seria o caso de perguntar: se o Caetano fosse em estética assim como é em política, estaria frito? O compositor, talentoso mas de rudimentar sensibilidade política, já chegou a afirmar um dia, que o Mangabeira Unger era o gênio da raça que poderia dar jeito no Brasil. Tsc, tsc...
Escrito por S. Papi às 00h43
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As duas caras da política externa americana Obama pode ser gente boa, mas...
Enquanto afunda no Afganistão, já que os conselhos divergem sobre um aumento de tropas ou uma estratégica retirada, a exitosa política externa de seu governo, Miss Hillary à frente, já abdicou conformada da pretensão de fazer Israel congelar a anexação da Cisjordânia, abandonando ao “alah dará” seu parceiro, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a quem havia prometido uma pátria, levando-o a jogar a toalha e, muito bem, conseguiu em Honduras, um acordo que foi saudado pela mídia como sendo o seu maior feito.
Ocorre que o artífice do acordo de Tegucigalpa, enviado especialmente por Obama para resolver o impasse que parecia sem solução, Thomas Shannon, atuou no caso sob vigilância atenta do senador republicano DeMint, que tem poder de veto sobre sua nomeação para embaixada brasileira e, enquanto prometia a restituição do presidente Zelaya como condição do acordo, dava garantias ao senador republicano de que os Estados Unidos reconhecerão o resultado das eleições hondurenhas, patrocinadas pelo governo golpista, com ou sem Manuel Zelaya na presidência, compromisso esse que derrubaria o veto de DeMint a Shannon.
Mr. Shannon, nosso futuro hóspede (se cumprir seu compromisso com o senador), ao que parece tem as duas mesmas caras que Chaves afirmou que Obama tem, as mesmas duas caras que tem o acordo dos EUA com a Colômbia, que segundo a diplomacia americana representa apenas um pequeno aumento de efetivos para atuar internamente naquele país contra a guerrilha e narcotráfico, não representando nenhuma ameaça a outros países, mas que segundo relatório divulgado pelo Pentágono é uma feliz oportunidade para os EUA se colocarem na América do Sul, tendo em vista governos que lhes são hostis, como o de Chaves.
Escrito por S. Papi às 02h31
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Escrito por S. Papi às 23h31
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Cigarros e Cigarrilhas Desde o primeiro encontro na Casa Branca, o Presidente Obama, além da rasgação de seda, já havia intuído que Lula serviria, por sua capacidade de interlocução, de ajuda em alguns casos complicados para os americanos, como as relações com Chaves e Evo, por exemplo. Naquele dia mesmo, Lula iria se encontrar com o líder sindical americano John Sweeney, presidente da AFL-CIO, com quem tem ótimas relações e é provável que tenha servido de garoto de recados de Obama ao cara, que é importante peça no xadrez político do American Democratic Party. Ajudas caseiras... Bem, há pouco tempo, Obama intuiu que Lula seria “o cara” na solução da crise mundial de longo prazo, quando deixasse o governo no Brasil e assumisse a direção do Banco Mundial... Obama agora está na África, caminho já desbravado por Lula, tentando ir atrás do tempo perdido dos interesses americanos no mundo, perdido pela incapacidade da administração republicana de entender a nova configuração global. Antes disso, esteve com Lula no encontro do G8, quando ficamos sabendo dos telefones trocados desde o encontro na Casa Branca e quando Obama ganhou de presente de Lula uma camisa da Seleção Brasileira. Na terra do Berlusca, onde se realizou o encontro, novamente estiveram em privado, cigarros e cigarrilhas (e vejam que, ao contrário do que disse Clóvis Rossi em artigo recente na Folha, o fato de Lula não saber inglês não impede a empatia entre os dois líderes) e novamente o Presidente Americano pediu ajuda a Lula. Dessa vez, na questão bem mais cabeluda do Irã... Lula deve ter pensado ao ouvir o tradutor: “Peraí gente boa... cada um com seus problemas!”. Mas já deu declarações dizendo-se disposto a viajar ao Oriente, defendendo primordialmente o direito soberano do Irã de possuir tecnologia nuclear para fins pacíficos e convencer os aiatolás e os companheiros Kamenei e Armadnejad a, como o Brasil, exemplo de país calmoso, abdicar de armas nucleares... É cada uma que a gente tá vendo... Os analistas imaginavam uma parceria entre Brasil e EUA mais no campo econômico, etanol, por aí... Parece que etanol não entusiasma muito o Obama não, mas na política, ele realmente tá botando maior fé no nosso “cara”...
Escrito por S. Papi às 12h42
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Escrito por S. Papi às 00h34
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Essa é a janela do meu quarto

Escrito por S. Papi às 14h06
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Escrito por S. Papi às 11h46
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Escrito por S. Papi às 19h18
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Nota de Esclarecimento
Alertamos que nosso querido editor, figurinha fugidia do cenário blogosférico, a despeito de permanecer ausente por tão longo espaço de tempo, continua a ser vendido em feiras livres e demais estabelecimentos comerciais.
Nosso homem de ofícios vários tem sido pau (êpa!) para várias obras e, na bacia das almas, quero dizer, no frigir dos ovos (êpa!), não tem encontrado tempo para as artes diletantes e delirantes, preferindo o nosso rapaz, com bom senso, correr atrás de notas mais sonantes.
A empresa que edita esse meu pequeno órgão (êpa!) vem a público se desculpar pelos transtornos causados e comunica a imediata suspensão da inatividade que caracterizou nosso último período de atividades.
Seguindo rigorosa sindicância interna, desconfia-se aqui na casa que falta de perseverança e perseverança na falta, somadas a um conjunto de inúmeros fatores, podem ter contribuído para o apagão mental que acometeu (êpa!) nosso homem de letras.
Em razão de tais acontecimentos, providências já foram ultimadas e ajustes, embora dolorosos, já se fizeram sentir (êpa!), de modo a garantir que fatos como esses não venham perturbar a paz social e deslustrar o bom nome dessa casa de letras, já há muito vencidas e nem por isso, pagas.
Estabelecidas as devidas responsabilidades, a empresa esquiva-se de qualquer ação indenizatória e se declara, desde já, apta a voltar ao mercado com a mesma desenvoltura com que sempre operou (êpa!)
Escrito por S. Papi às 15h34
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Quem eu não quero ver na seleção em 2010, na Africa do Sul: Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Ronaldão e... Fátima Bernardes e Galvão Bueno. A mídia, com seu oba-oba oportunista é uma das culpadas de nossa derrota. A Fátima Bernardes é aquilo que na Guerra do Iraque se convencionou chamar de "Réporter Embutido", he, he...
Escrito por S. Papi às 15h25
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O Zidane ia se aposentar, mas antes resolveu aposentar uns quatro ou cinco do escrete canarinho. C'est la Vie.
Escrito por S. Papi às 14h11
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Com fome zero, brasileirinhos agora choram de barriga cheia. As políticas alimentares deram certo e em vez dos esquálidos de Portinari, nossa linha tem dois gigantes adormecidos em berço esplêndido, os urutus da Engesa, que pesam mais que o Tostão, o Romário, o Bebeto e o Robinho juntos. Não, não faltam crioulos, faltam inhos, que um pouco de fome é que nos move. Fome de bola.
(***)
O pior da holanda foi a falta de elegância.
(***)
Tá provado: a excelência é um tédio. O Brasil precisa de menos civilização!
Escrito por S. Papi às 13h00
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A torcida sueca é uma das mais interessantes. É de encher os olhos aquelas loiras de tranças com capacetes vickings. Parecem alegres e descontraídas. Já a seleção sueca... que tristeza!
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Ronaldão é sempre tão suscetível. Que o Bial não dê em cima da Raika. O adiposo atacante canarinho, além de dribles, possui também enorme repertório de melindres, bem brasileiros. Em 98, escreveu capítulo de ouro na rica história de amareladas com a amarelinha. Em 2002, ganhou a Copa, fazendo 8 gols. Um fenômeno, o Bolão!
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Um jogo entre Sérvia e Montenegro e Trinidad e Tobago deveria valer 6 pontos?
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O mais legal na Holanda, além da cor da camisa, é a reinvenção do ponta esquerda.
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Paradoxos! Lula era tão criticado por ser radical, hoje é criticado por sua política econômica conservadora. Parreira era tão criticado por seu defensivismo conservador, hoje é criticado por sua ousadia ofensiva... Críticos nunca estão satisfeitos!
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O problema do Ronaldão é o excesso de peso. O do Ronaldinho é o excesso de comerciais.
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E a Inglaterra... inventou o futebol, o rúgbi e o cricket. Suas ex-colônias, Índia e Paquistão são campeoníssimas no cricket. Austrália e Nova Zelândia são imbatíveis no Rúgbi. No futebol... bem, deixa pra lá!
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“Eu bebo sim e tô governando. Tem gente que num bebe e tá espumando... (Ha, ha...)”
Escrito por S. Papi às 18h16
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